O povo do Cerrado
Amigo visitante,
Nós, o povo do cerrado, somos cidadãos do mundo, amamos nossa terra e carregamos na alma o bioma de uma brava gente. Procuramos sempre cumprir nossa missão. Aqui, vivemos nossa realidade, ideais e utopias. Ouvimos música sertaneja, criamos moda de viola e canções que falam da aurora. Sob o luar do sertão, choramos desolados quando estamos apaixonados. Cantamos nossas melodias, tristezas e alegrias, em poemas que traduzem nossos sonhos e fantasias neste solo esverdeado.
Somos assim, um povo apaixonado, perdemos nossos corações meio louco alucinado. Nossas orações, como dádivas celestes, dedilhadas sobre planaltos e planÃcies, as cidades e as serras, voltam pintando o céu de nuvens em chuva de primavera. Aqui nesta áurea verde do cerrado, existe um Deus menino que nos faz sorrir de quase nada, da meninice, das aventuras da mocidade.
Somos um povo cancioneiro da felicidade, sobre o verde-louro do capim dourado, vivemos meio encandeados pelo brilho radiante deste sol bem-aventurado. Somos felizes, somos o povo do cerrado. Nossa felicidade está no luar, na brisa-auriverde, está no brilho do olhar, nas noites estreladas, no canto do sabiá, João-de-Barro, Bem-te-vi. No revoar do beija-flor, no silêncio das borboletas, no canto solitário da juriti. No vento que trás o cheiro verde das matas, na sombra colorida dos ipês floridos. Nos galhos retorcidos, nas estações douradas. Está na vida que se renova a cada dia, a cada amanhecer.
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